Anos 2000. O mundo sob uma nova perspectiva. Com o avançar
dos anos, o ser humano progrediu muito na questão tecnológica, principalmente
no que diz respeito a comunicação. Mas será que esse avanço é mesmo tão
benéfico a nós?
Ao sair pela cidade, não é difícil repararmos pessoas com
seus inseparáveis fones de ouvido, celulares, iPads, etc. Pelo contrário, de
uns tempos pra cá, tornou-se difícil reparar alguém que de fato prefira olhar o
mundo ao seu redor do que dar uma breve espiada no Instagram ou no Facebook.
É fácil citar um exemplo: Entramos no metrô da cidade, um
universo subterrâneo. Você está num vagão não muito cheio, o suficiente para
você ter uma visão panorâmica do mesmo. Ao seu lado, está sentado um rapaz que
troca SMS provavelmente com sua namorada ou com algum amigo do trabalho. Na sua
frente, está sentada uma moça que ri descontroladamente enquanto olha para o
próprio celular. E lá nos confins do vagão, você nota outro rapaz, este, por
sua vez, não está vidrado em seu celular e sim, atento a música que toca em seu
fone de ouvido. Apenas tente parar pra contar quantas pessoas você vê tentando
escutar alguma história contada por terceiros a seus acompanhantes ou quantas
pessoas decidem olhar pela janela e ver a paisagem que essa selva de pedra em
que vivemos, nos oferece.
A praticidade oferecida por esses meios de comunicação é
indiscutível, porém, estaríamos de fato presos num mundo alternativo onde uma
conversa virtual viria a ser muito mais frequente do que uma conversa “olho no
olho”? Teríamos deixado de perceber o quão bonito pode ser um pôr-do-sol
simplesmente por termos perdido o costume de olhar pro horizonte no final da
tarde? Por fim, refaço a pergunta: Será que esse avanço é mesmo tão benéfico a
nós ou é natural a evolução tecnológica se sobrepor às relações humanas?
Por: Luís Felipe Coca
07/09/2013


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