sábado, 7 de setembro de 2013

iWorld

Anos 2000. O mundo sob uma nova perspectiva. Com o avançar dos anos, o ser humano progrediu muito na questão tecnológica, principalmente no que diz respeito a comunicação. Mas será que esse avanço é mesmo tão benéfico a nós?


Ao sair pela cidade, não é difícil repararmos pessoas com seus inseparáveis fones de ouvido, celulares, iPads, etc. Pelo contrário, de uns tempos pra cá, tornou-se difícil reparar alguém que de fato prefira olhar o mundo ao seu redor do que dar uma breve espiada no Instagram ou no Facebook.
É fácil citar um exemplo: Entramos no metrô da cidade, um universo subterrâneo. Você está num vagão não muito cheio, o suficiente para você ter uma visão panorâmica do mesmo. Ao seu lado, está sentado um rapaz que troca SMS provavelmente com sua namorada ou com algum amigo do trabalho. Na sua frente, está sentada uma moça que ri descontroladamente enquanto olha para o próprio celular. E lá nos confins do vagão, você nota outro rapaz, este, por sua vez, não está vidrado em seu celular e sim, atento a música que toca em seu fone de ouvido. Apenas tente parar pra contar quantas pessoas você vê tentando escutar alguma história contada por terceiros a seus acompanhantes ou quantas pessoas decidem olhar pela janela e ver a paisagem que essa selva de pedra em que vivemos, nos oferece.


A praticidade oferecida por esses meios de comunicação é indiscutível, porém, estaríamos de fato presos num mundo alternativo onde uma conversa virtual viria a ser muito mais frequente do que uma conversa “olho no olho”? Teríamos deixado de perceber o quão bonito pode ser um pôr-do-sol simplesmente por termos perdido o costume de olhar pro horizonte no final da tarde? Por fim, refaço a pergunta: Será que esse avanço é mesmo tão benéfico a nós ou é natural a evolução tecnológica se sobrepor às relações humanas?

Por: Luís Felipe Coca
07/09/2013

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